novembro 25, 2009

Atividade Paranormal

Ultimamente os hypes de internet têm contribuído muito para o sucesso de alguns filmes. O que já aconteceu com Bruxa de Blair e Serpentes a Bordo, agora está acontecendo com o terror em primeira pessoa Atividade Paranormal. O problema é quando o filme não alcança as expectativas, que é o caso do filme o qual estou fazendo a crítica.

Para quem ainda não ouviu falar do filme, ele conta a história de um casal de namorados que compram uma câmera para filmar supostos eventos paranormais que estão acontecendo na casa, e é claro que a partir daí as coisas começam a desandar na casa, passos são ouvidos nos corredores, objetos se mexem inexplicavelmente e a porra toda que deixam as pessoas com medo, mas tudo isso que deveria criar um clima de medo nas pessoas para chegar à um ápice no final, não assusta e ainda é quebrado por infinitos minutos da manhã seguinte, quando o casal começa a analisar o que foi filmado durante a noite e todo o medo que deveria ser criado vai embora, assim como a paciência de ter que aturar o casal conversando sobre exorcistas, tabuleiros ouija e demônios.

No fim de tudo parece que atividade paranormal foi um filme feito mais para mostrar o desespero do casal do que para assustar o espectador. Afinal os sustos são poucos e quando o filme começa a ganhar um ritmo interessante, somos indevidamente presenteados com o desfecho do filme que também nem assusta e nem convence.

O hype todo não procede infelizmente.

novembro 3, 2009

Tempos de Paz

Filmes nacionais são sempre um problema, tem quem goste e tem quem não goste. O fato é que o cinema nacional está crescendo cada vez mais e está conquistando seu espaço nas salas de cinema do Brasil com produções cada vez melhores e Tempos de Paz veio pra fazer parte da lista de filmes nacionais que valem a pena serem assistidos.

O filme se passa logo após o fim da segunda guerra mundial, quando muitos Europeus vieram para o Brasil em busca de uma nova vida longe de tudo que eles haviam passado. E nessa situação que o ator Polonês Clausewitz (Dan Stulbach) chega ao Rio de Janeiro onde é levado para interrogatório na imigração pelo funcionário público Segismundo (Tony Ramos). A partir daí vale lembrar que este filme foi feito baseado na peça Novas Diretrizes em Tempo de Paz e o filme e que influencia muito na estética da película com seus cenários estáticos e diálogos que remetem bastante à origem teatral do filme.

Dan Stulbach e Tony Ramos também interpretam os personagens no teatro, o que explica a química que ocorre quando juntos em cena e a boa atuação dos atores principais. Os atores coadjuvantes também se saem bem nos papéis, mas salvo algumas exceções não são bem aproveitados, fazendo parte da trama secundária que não agrada muito, pois é bastante confusa e parece estar lá só pra dar uma base ao passado de Segismundo na policia política durante o governo de Getúlio Vargas.

Tempos de Paz cumpre muito bem o seu papel de homenagear os artistas Europeus que vieram para o Brasil nesta época e fizeram parte da cultura Brasileira contribuindo e muito com as artes no nosso país.

novembro 3, 2009

A Lista

Por Renan Cavalcante

Hugh Jackman, Ewan Mcgregor e Charlotte Rampling. Três nomes de peso do cinema, mas que não conseguiram salvar A Lista de ser um filme bem abaixo da média.

Começamos comentando a trama do filme. A trama tem preâmbulo mostrar as aventuras de Jonathan, Ewan McGregor, um contardor solitário, que em uma noite de trabalho acaba descobrindo a vida de glamour e sexo dos grandes empresários de Wall Street, quando conhece Wyatt Boss, um desses tais executivos. Até ai tudo bem, a sensualidade e as novas descobertas de Jonathan deixam a trama interessante, mas a a partir do meio do filme quando a trama começa a ser revelada tudo fica muito sem graça nada condizente com a emoção toda que é mostrada no inicio. Já o desfecho termina por estragar o final do filme, uma vez que ele tenta ter aquela virada espetacular, mas acaba sendo cheia de clichês mal aproveitados.

Mudando o foco da análise chegamos as atuações. Quando vi os atores fiquei curioso, mais pelos nomes de Jackman e McGregor, atores dois quais conheço mais o trabalho, mas vendo o filme me decepcionei com as personagens e com as atuações. McGregor não convence nem um pouco no papel de contador solitário de cabelo lambido (aliás como ele ficou estranho com esse cabelo), Hugh Jackman tem um maior êxito em sua atuação, mas o papel que ele faz não é um dos melhores de sua carreira. Michelle Williams que faz o papel de S., interesse amoroso de Jonathan também não tem uma personagem muito elaboarada Já a veterana Charlotte Rampling manda bem em sua curtíssima aparição no filme. Creio que o papel dela podia ter sido melhor aproveitado.

A lista tem um roteiro ruim, atuações péssimas para os nomes que carrega. Não é um dos piores filmes já feitos, mas com certeza deixou muito a desejar.

novembro 3, 2009

Brüno

Borat é tão fora de moda.

Por Renan Cavalcante

Em 2006 o mundo descobriu o comediante Inglês Sacha Baron Cohen como Borat o segundo melhor repórter do Cazaquistão em suas aventuras pelos Estados Unidos e agora em 2009 O Repórter de moda Austríaco que depois de ver sua carreira acabar em seu país natal decide atravessar o Atlântico e ir para América alcançar o sucesso e se tornar “uber famoso”. E claro que nada de bom pode sair daí.
Todos aqueles que riram, fizeram cara de nojo e se indignaram com Borat, podem esperar muito mais de Bruno, que eleva a escatologia e a vergonha alheia ao cubo em cenas que a cada segundo alfineta o estilo americano de vida com todo seu preconceito, certezas e futilidade. Cenas impagáveis como Bruno em uma festa de swing são características desse humor negro e doentio que ficou conhecido no primeiro filme de Sacha.
O enredo de Bruno é bem parecido com o de Borat o que acaba deixando a seqüência parecida com o spin-off de uma série qualquer e dá a sensação de deja vu em algumas cenas, mas que mesmo assim não tiram o mérito de toda a produção que supera as expectativas de uma continuação.
Enfim Bruno é um ótimo filme para aquelas pessoas, que não se chocam fácil e que se divertem muito mais com o politicamente incorreto. Palmas para Sacha que consegue tantas proezas com personagens tão distintas entre si, mas todas cumprem o seu papel, sendo um repórter do Cazaquistão, um outro repórter homossexual austríaco, um rapper, ou um barbeiro charlatão.

novembro 3, 2009

[REC]

Aconteça o que acontecer, nunca pare de gravar.

Renan Cavalcante

Claustrofóbico e vertiginoso, dois adjetivos para caracterizar o filme Espanhol de Jaume Balagueró, REC, que é um daqueles filmes que te deixa grudado na poltrona do cinema com o coração acelerado.

A história de REC se passa na noite em que a apresentadora de um programa de TV, Angela Vidal (Manuela Velasco) é escalada junto com o seu câmera (Paco Plaza) para acompanhar a equipe do corpo de bombeiros local durante uma noite de trabalho. Tudo corre normalmente até que um chamado é recebido. Chegando ao local as equipes de TV e dos bombeiros se deparam com moradores assustados por causa de uma mulher que está histérica trancada em seu apartamento, que acaba atacando um policial, logo depois o prédio e lacrado pelas autoridades isolando todo mundo sem explicações sobre o que está acontecendo.REC é todo filmado em primeira pessoa, técnica que coloca o telespectador na ação junto com a personagem que está carregando a câmera e deixa o suspense do filme ainda mais angustiante. Filmar em primeira pessoa é uma técnica já usada em outros filmes de terror, mas que faz bem o papel de criar a tensão e expectativas necessárias.
Apesar de ser um filme que eleva os níveis de adrenalina até o topo, REC tem um momento de entrevistas que corta todo o suspense do filme, mas que é totalmente justificado pelo roteiro de documentário ao qual se foca o programa que está sendo filmado.
O filme não pode ser considerado uma revolução no jeito de se fazer terror, mas Jaume Balagueró usou bem os artifícios que ele tinha para fazer um excelente filme, que foi refilmado por Hollywood com o nome de Quarentena.

novembro 3, 2009

Pacto Secreto

Adolescentes seminuas, ocultação de cadáver e perseguição por um assassino fantasiado. Já viu esse filme antes? Não estamos falando de nenhum da franquia Pânico; Eu Sei, ou Ainda Sei, O Que Vocês Fizeram No Verão Passado. E sim Pacto Secreto o mais novo terror adolescente iguais a muitos já vistos.

A história é a seguinte. Durante uma festa na casa da fraternidade Theta Pi, as irmãs tentam pregar a peça no namorado infiel de uma delas, mas acontece que por acidente uma das Theta Pi acaba assassinada e todos com medo das conseqüências acabam escondendo o corpo e continuam suas vidas normalmente. E o show de clichês não acaba mais, por isso nem vale a pena falar deles.

No fim de tudo Pacto Secreto é o filme que deve virar um cult adolescente como seus antecessores. Mas continuações são improváveis.

novembro 3, 2009

Falando Grego

Grécia, um país cheio de história e belas paisagens, tanto naturais quanto arquitetônicas. Para uns um paraíso na terra, mas para Geórgia (Nia Vardalos – Casamento Grego), que trabalha como guia em uma empresa de turismo, e não faz sexo há anos, a Grécia nada mais é do que um inferno cheio de turistas engraçadinhos que não têm interesse nenhum pela história, mas sim em comprar lembranças em todos os lugares que visitam.

Com essa premissa acima o filme mostra a vida entediada de uma pessoa que não se abre para as possibilidades a sua volta e só consegue reclamar de sua condição. Todo o enredo do filme acaba por mostrar que mesmo na Grécia onde as pessoas são calorosas e felizes, como nós latinos, sempre tem alguém que acaba perdendo sua alma, ou como eles falam no filme o seu “kefi”, simplesmente por complicar demais as coisas e não se ligar às coisas simples.

Falando Grego não tem um roteiro inovador e acaba sendo apenas, mas uma dentre tantas comédias românticas já feitas, mas por esse mesmo motivo acaba sendo um filme bom, já que utiliza a fórmula do gênero da maneira correta evitando erros que poderiam estragar o filme. A paisagem Grega presente em todo o filme ajuda muito a embelezar a estética do filme que abusa das cenas externas nos pontos turísticos mais importantes da Grécia.

Por fim Falando Grego é aquilo que ele deveria ser, uma comédia romântica que todos já vimos alguma vez na vida.